Podcrastinadores.S05E09 – Ghost in the Shell

Em cartaz nos cinemas do mundo todo, chegou o filme que divide opiniões entre otakus e público em geral, porque há tanto quem ame ou odeie essa adaptação em live action do mangá e animação Ghost in the Shell.

Em meio às críticas de escalação de elenco e pressão dos fãs, o novo longa baseado na obra de Masamune Shirow chega com um visual deslumbrante, bastante fan service, e um enredo diferente do que todos esperavam.

Fernando Caruso, Gustavo Guimarães, Helvécio Parente e Tibério Velasquez convidam o jornalista André Gordirro para analisar os acertos, erros e tudo mais que vimos nessa nova obra. Será que foi tão impactante para o gênero de ficção científica quanto a animação que o precedeu em 1995? O que tem de igual e o que mudou de lá pra cá? Quais as referências para o mangá? Essas e outras perguntas serão respondidas nesse episódio REPLETO DE SPOILERS!

E não deixe de comentar aqui no post o que você achou do filme. Já conhecia o mangá? E as animações? Aperte o play e dê um deep dive na alma dos Podcrastinadores!


Links comentados nesse episódio:


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  • WHITEWASHING: THE TRETA || Mordi a isca pra SJW que o Gordirro lançou (brinks) e pausei o EP aos 51:43 pra dar o meu pitaquinho de cocô.

    Vou concordar que a questão do Whitewashing é um agenda ocidental e que os orientais – e vou me arriscar a dizer isso também serviria para os africanos – sequer levantam qualquer questionamento ao ver Scarllet (vamos assumir aqui que a Major seria de fato asiática) ou Tilda Swinton assumindo tais papéis.

    Mas vamos lá… A revindicação daqueles que reclamam do whitewashing é sobre a falta de representatividade das minorias em papéis de relevância, em papéis não caricatos. O japonês, o chinês, o coreano, o nigeriano, o sul-africano etc, todos vivem em sociedade majoritariamente de suas etnias, que produzem cultura e portanto pode ver seu semelhante em papéis de destaque, protagonismo e força, tem essa representatividade, o que não acontece com o nipo-sino-core-oriento-descedentes aqui no “Ocidente Maravilha”.

    Então, para este cagador de regra que vos escreve, a pauta do whitewashing é sim ocidental, mas não é mero mimimi de SJW. Representatividade é uma ferramenta de libertação para os oprimidos.

    Todos vimos Whoopi Goldberg atestar que foi assistindo Lt. Uhura em Star Trek que o sentimento de que ela poderia ser qualquer coisa despertou, de que poderia ser uma atriz. Anos depois, Leslie Jones vai ao The View dar o mesmo depoimento, mas com Whoopi Goldberg no papel de inspiração. Não sei se fato histórico, mas a cena de Will Smith em Ali entrando na cabine de pilotos do avião à caminho do Zaire e surpreso ao ver homens negros pilotando, mostra o mesmo cenário. Para os africanos, aquilo é natural. Para Ali, vivendo nos EUA, restou a surpresa por “permitirem” que negros comandem aviões.

    Assim, permitam-me discordar respeitosamente do nobre André Gordirro, mas o fato de que os orientais não se incomodarem com o que nós entendemos como whitewashing não diminui a reivindicação daqueles que se sentem sub-representados. De fato, não é sobre eles, orientais originais. Eles têm produzem a sua própria representatividade.

    PS: Acabou passando batido as congratulações pelo 100º EP, mas parabéns! Apesar de ouvinte recente, esse popcast™ já é hoje um dos meus favoritos e lamento toda semana que não tem. A musiqueta da abertura sempre aquece meu coraçãozinho de pedra. Continuem o bom trabalho.

    PPS: um Ministro e um Deputado Federal na lista do Fachin #TunDunTsss

    • E inarvertidamente, este comentário reforça a sugestão do Gordirro de que whitewashing é coisa de SJW que quer fazer textão no Facebook e bandeira e tudo mais. Mas ele continua adoravelmetne errado. :p

      • Fala Henrique, seu textão foi um bom exemplo. hahahaha

        Brincadeiras a parte, não criticamos o whitewashing em si, concordo com seu ponto, mas discordamos da crítica especificamente a esse filme.
        Pra mim a Scarlett mandou benzão e só poderia ser substituída pela maravilhosa Lucy Liu!

        Sou muito fã do cinema oriental, tenho muito material em DVD e BD de filmes produzidos por eles, mas acho que muita gente criticar por criticar, sem tentar entender se cabe a crítica.

        No mais, obrigado pelo comentário e espero ver você sempre aqui!

        Abração

      • Boa, Henrique! Argumentou com maestria, concordo contigo! Pau no cu do Gordirro!

        Me esclarece um negócio: o que é “SJW”?

    • Exato Henrique. Estou com esse episodio engasgado faz uns dias. Já começa errado ter que ouvir argumento mitigando o peso do whitewashing vindo de alguém que não está no centro da questão. Sempre vai soar errado brancos falando sobre isso. Seguindo. No Japão e na China, ou mesmo no Brasil vamos nos incomodar menos quando o personagem é interpretado por um ator de outro pais/etnia em um filme americano. Por exemplo um Antonio Bandeiras interpretando o Ayrton Senna, é chato, mas temos nossas produções, onde podemos nos enxergar. Mas o buraco é mais embaixo pra nipo-americanos , afro-americanos, latinos e muitas outras comunidades que moram nos EUA e sentem falta dessa representatividade.

      Sei que nipo-brasileiros gostariam de ver mais heróis com feições próximas as deles em blockbusters. Mesmo sendo uma franquia safada, já é um avanço que Velozes e Furiosos tenha uma escala Pantone além de bochechas rosadas e olhos azuis. Quero ir ao cinema e ver heróis que se pareçam comigo. Ter um Luke Skywalker moreno, um Indiana Jones negro faz uma diferença danada. Minha sobrinha pôde finalmente ver algo parecido com ela em Moana e isso é uma mudança de paradigma que precisa ser festejada.

      O Gordirro parece ser um cara inteligente e deveria reconsiderar esses argumentos.

  • GUSTAVO MEDEIROS

    Fala Helvis! Eu também me lembrei do Ranxerox assim que vi o personagem com olho de câmera. Valeu!

  • Fabiano Barbosa

    Podcrastinadores vocês estão de parabéns, adoro o cast de vcs e sempre acompanho. Eu adorei o filme e entendi todas as mudanças que foram feitas, sou fã do anime de 1995, para mim a atriz escolhida para o papel da Tenente é perfeita, o visual é um absurdo de lindo, muito imersivo e feito com muito cuidado… Nota 9… Se vocês quiserem conhecer um pouco do meu trabalho, fiz uma critica para esse filme…Segue aí https://www.facebook.com/jabanerd/posts/738815459612707:0

    • Valeu Fabiano, vou dar uma lida lá no Jabá Nerd!

  • silas.

    Eu amo a animação lançada em 1995. Boa pra caramba em tudo. Não me empolguei com o filme hollywoodiano, principalmente quando este tenta gerar uma empatia e trazer certa dose de existencialismo. Toda a parte reflexiva soou como um discurso de calouro de ensino médio que acabou de conhecer a Filosofia e descobriu que existiram Sócrates, Platão, etc. Compreendo que essa leveza de abordagem possa ser explicada pelas questões mercadológicas que envolveram o longa desde a proposta de que se fosse feito, mas apreciei pouquíssimo o resultado. Já o filme dos anos 90 me fez/faz pensar até no sentido da minha própria vida.

    O design de produção ficou excelente, irretocável, sobretudo em IMAX; o elenco fez bem o que poderia; a equipe que trabalhou no som caprichou especialmente nas cenas de ação e acho que merece prêmio. Estas são as três coisas que eu vou guardar pra valer na recordação sobre “A Vigilante do Amanhã”.

    Agora, um comentário sobre a parte em que falam dos anos (2019, 2029, etc): vejam ou revejam AKIRA e prestem atenção à cena de reunião entre representantes do governo. A trama do filme acontece em 2019, no Japão, e o longa é de 1989; um dos caras da tal reunião comenta “No ano que vem teremos Olimpíadas”. Há alguns anos, quando soube que em 2020 o Japão teria os jogos olímpicos eu até fiquei arrepiado (risos).

    Abraços!

    • silas.

      Adendo: gostei da direção de fotografia. Buscou ter criatividade, o tempo todo, na minha opinião.

      • silas.

        Comparação utilizando notas: 5/5 para O Fantasma do Futuro; 2/5 para A Vigilante do Amanhã.

    • Valeu Silas pelos seus comentários, curti bastante seu review!!
      A maior reclamação, inclusive no oriente, é essa falta de complexidade nos questionamentos da Major, mas realmente entendo que não poderia ser uma mera cópia da animação, porque senão não precisaria existir, e precisava ser mais comercial, trazendo uma nova visão. Mas concordo com você.

      Sobre o nome, O Fantasma do Futuro não faz sentido pra mim, tipo… Alma de Ciborgue talvez faça mais… Vigilante do Amanhã até que faz, porque a Major é o novo “modelo” de polícia. Robocop: O Policial do Futuro! hehehe

      Abraço.

      • silas.

        Pô, é muito RocoCop mesmo! Hahaha

    • Lose yourself Éneas

      Akira me deixa arrepiado toda vez que eu vejo o anime ou leio o mangá

  • Metzgermeister

    Desculpa, mas.. cara chato o Gordirro. Só ele quer estar certo, não respeita as opiniões dos outros e ainda quer falar mais alto. Vibe foi bem ruim desse episodio.

    • Fala Metzgermeister!
      Ah cara, o Gordirro é gente boa, engraçado também… pena que você não curtiu a participação dele.

      De qq forma, apareça mais aqui!
      Abraço.

  • Fala pessoal, concordo em tudo sobre o filme (menos com o GG, é claro… rs), acho que é a primeira vez que Hollywood acerta em adaptar uma obra japonesa e uma pena que essa babaquice de whitewashing arrebentou a bilheteria do filme nos EUA e alguns outros países, principalmente no mercado americano.
    Sem contar que é uma idiotice, como sempre o povo falando mal antes de assistir, pois se continuar a reclamar da “troca” de nacionalidade da Major depois de assistir o filme, é porque não entendeu a parte filosófica do filme e anime, também acho que faltou trabalhar mais essa parte, mas com o grande público vem se mostrando cada vez mais burro, não tem como não fazer um filme didático tipo o que o Christopher Nolan faz nos filmes dele, imagina ficar como no anime essa discussão, público geral iria ficar mais perdido ainda. rsrsrs
    Outra coisa que mostra essa ignorância, é que reclamam que falta fidelidade ao material original, mas não reclama que no anime a Major é toda séria e comportada, no mangá (que só peguei agora pela JBC) ela é toda zueira, alcoólatra e ninfomaníaca, é no mangá que tem a cena em que o Batou acessa a mente da Motoko e ela tá no meio da suruba com as namoradas, enfim, esse filme é sensacional, Scarlett Johansson é sensacional.

    Se cuidem e abraços.

    • GG

      Mas concordamos com o mais importante, Bruno: a Scarlett é sensacional. 🙂

  • Mega

    antes de mais nada: eu amo essa intro do Podcrastinadores <3

  • Presidente Exumador

    Cara…. Q convidado antipático…