Podcrastinadores.S05E05 – Black Mirror: Parte 2 de 2

Concluindo o tema Black Mirror, agora vamos abordar os seis episódios da terceira temporada da série que gerou polêmica em todas as rodas de conversa. Chegou a hora de falar da terceira – e melhor – temporada! Se você não ouviu a parte um, com as temporadas 1 e 2 da série, clique aqui.

Novamente temos Anderson Gaveta e Diogo Bob na mesa com os Podcrastinadores Fernando Caruso, Gustavo Guimarães, Helvécio Parente e Tibério Velasquez.

Como sempre, não deixe de comentar aqui no post: qual foi o melhor episódio na sua opinião? Qual foi aquele que levantou a questão que te fez parar de verdade para refletir? Ouça e participe!


Links comentados nesse episódio:


Um agradecimento a todos que suportam os Podcrastinadores, especialmente aos nossos padrinhos Abner Oliveira, Adriano CavalariAlan MartinsAlan Tadini, Alberto Camilo, Alessandro Solari, Alexandre Böhm, Alexandre Cavalcanti, Alexandre Mendes, Alexandre Moraes, Andre Estrela, Anna Cruz, Beatriz CunhaBianca RamosCamila Gildo, Carolina Lindoso-Neet, Caio Luiz Daemon, Carlos Eduardo Valesi, César Albuquerque LimaDiego Reis, Dierly Cordeiro, Eder Fabio Ribeiro, Eduarda Azevedo, Eduardo Starling, Eduardo Tomazett, Elieverson Santos, Emílio Mansur, Felipe Rodrigues, Felipe Zabin, Fernando Althof, Hugo NanniJosé Maria Leite, Leandro Bezerra, Leandro MedeirosLeonardo dos Santos, Leonardo Leão, Lionel Leal, Lisbino Carmo, Luis Alfredo Lopes, Luis Garavello, João Elias, Marcelo Petego, Marco Antonio Linares, Marcos Alves, Mario Rocha, Odirlei Fidelis, Otavio Oliveira, Pedro Paulo Pereira, Rafael Baldo, Ricardo Pires Ferreira, Rodrigo Dunley, Rogério Bittencourt, Rogério Manhães, Sérgio Salvador, Sidnei Santana, Thiago Cordeiro, Thiago Freire, Vitor Teixeira, Welyton ManoelWillian Castro, Wilson Santos e Ygor Souza.

Ajude a manter o nosso podcast você também. Até com 1 real você ajuda a aliviar nossos custos fixos. Entenda melhor como ser nosso padrinho aqui, e tenha nossa gratidão eterna, além de alguns outros benefícios que você descobre clicando no link. 🙂


Participe você também escrevendo pra gente: [email protected]
Queremos saber quem é você que nos ouve: vá em facebook.com/podcrastinadores e mande seu Like lá.

  • Minionpornor

    Gente, vocês não perceberam que o carinha do fliperama, em San Junipero, é um NPC? Assim como o barman, naquela matrix, existiam sim NPCs.

    • Pois é, eu não achei que ele era um NPC. Eu achei que ele era uma pessoa normal acessando a realidade virtual, dado o tempo de hesitação dele para decidir falar ou não com a menina. Achei aquele tempo de reação meio humano demais pra NPC.

      • Minionpornor

        Ah Caruso, você não entende nada de programação, kkkk!!
        Brincadeira, mas me pareceu mesmo que o NPC era programado para agir como uma pessoa real agiria em frente à menina, já que ela não era a “descoladona”, como a outra.

        • Você que acha que todo mundo é garoto de programa! NÃO É, CARA! NÃO É

          • Se eu fosse garoto de programa acho que teria mais dinheiro… como analista de sistemas tá foda! AUhauHAUhaU

  • Darth Paul Poor Traaais

    Estava só esperando a pt II para poder comentar…

    Excelente interpretações de todos, com a irreverência e o questionamento saudável que só o povo dos Podcrastinadores consegue fazer com tanta competência.
    Black Mirror é uma ótima série, com pontos altos e baixos, mas definitivamente não consegue alcançar a todos. Mas o mérito está em botar quem assiste pra pensar/questionar.

    Agora vamos as partes “sérias”: em diversos episódios, onde o plot twist é que os personagens que estamos “apoiando” são na verdade os “vilões” do episódio, há o questionamento sobre se é justo ser cruel e/ou praticar o mesmo tipo de crime contra o criminoso. Caruso, uma figura que eu tenho um respeito enorme pois descobri outras facetas dele incrivelmente interessantes, mais pra frente defende o seu ponto de vista sobre um maior controle na web. Porém se você faz uso da mesma ferramenta que o seu algoz isso não significa que o conceito “errado” prevaleceu? Se eu tenho preconceito contra o preconceituoso então isso significa que o conceito do “preconceito” venceu. Se para acabar com a violência eu faço uso dela então significa que o conceito “violência” venceu.
    Não tenho nada contra a isso, de que certos conceitos estão aí e que podem e/ou devem ser usados, mesmo que isso signifique a “vitória” dos mesmos. Mas para que a gente não viva na “Síndrome do Coringa no Asilo Arkham”, onde o Batman enfia o Palhaço do crime lá toda vez que ele mata um monte de gente; só para o Coringa fugir (matando um monte de gente!) e continuar matando, só para ser preso novamente e continuar o ciclo. Mas existem exemplos onde esse ciclo foi quebrado: Nelson Mandela, que ficou 27 anos preso só porque era contra o regime segregador em vigor na Africa do Sul, ao ser liberto e eleito o 1° presidente negro do país resolveu unir todos, negros e brancos, ao invés de buscar “revanche” pelas injustiças que fizeram com ele.

    Caruso, como disse antes, te respeito e admiro muito. Mas discordo desse controle sobre a web. Pois se você é radical para combater os radicais, então o radicalismo “venceu”. Mas uma coisa que eu pratico muito, aqui ou em qualquer lugar, é que não quero mudar o que as pessoas pensam, não tenho o direito de fazer isso. Eu só posso compartilhar minhas ideias e se elas te fizeram questionar e mudar, ok. Se não, ok também. Pois ninguém além de mim pode mudar o que eu penso. As outras opiniões só servem de “banco de dados” para que eu possa formular a minha própria opinião.

    Ps: chamem mais o Gaveta. Já tive a oportunidade de conhece-lo pessoalmente (junto com minha Filha, que ficou muito emocionada) na 1° Rio Indie Games e mesmo não rolando aquela “afinidade” (acho que ele dificilmente seria meu amigo) gosto muito do jeito irreverente do rapaz.

    E como não poderia deixar de ser: GG você está ficando mole! Como assim morrem milhões de pessoas no episódio das abelhas e você não comemora?!?!? Você já foi mais “Dark” meu aprendiz…

    • Acho que essa é uma discussão muito mais longa, a qual eu adoraria montar um simpósio para debatê-la. Mas eu não acho que “regrar” a internet seria “privá-la da liberdade”. Eu acho que ela deveria ter as mesmas regras da vida real, apenas. Nossa vida é cheia de regras para o bom convívio social e nem por isso todo mundo se sente tolhido ou preso porque não pode sair por aí correndo pelado assediando as pessoas. É uma simples questão de assumir responsabilidade por seus atos: todo mundo pode continuar falando/escrevendo o que quiser, mas tendo que assumir quem é, sem se esconder por trás de uma figura anônima. E, se aquilo que está sendo feito configura crime, essa pessoa há de ser responsabilizada como em qualquer instância da vida real.
      Não sei se eu estou sabendo me expressar direito, mas, como eu falei, acho que essa é uma discussão longa que eventualmente terá que acontecer para que possamos continuar evoluindo.

      • Darth Paul Poor Traaais

        O problema está nas pessoas, não na ferramenta. Exemplo: para termos o direito de dirigir precisamos passar por um curso, em um centro de formação de condutores credenciado, passar nas avaliações teóricas e práticas para então conseguirmos uma licença provisória que, se não cometermos nenhuma infração, será permanente (porém passível de reavaliação periódica). Lindo, não? Mas para compramos um carro não é exigida a habilitação. Porque? Simples, porque partimos do princípio de que nem todo mundo que está habilitado tem condições de comprar um carro e vice-versa; A lei define como obrigatória para a CONDUÇÃO do veículo a CNH, não para a AQUISIÇÃO (ok,ok… tem a questão do $$$, lógico).
        Ao definir que TODOS precisem se identificar ao acessar a web seria como exigir que o comprador do carro tivesse CNH. Assim você estaria penalizando muitos para evitar que pessoas sem CNH tenham a oportunidade de dirigir. O que, não minha opinião fecal, não é justo.
        Sim, a questão é bem mais complexa e delicada, tanto quanto outras levantadas na série.

        Reconhecer que existem pessoas ruins no mundo é só o 1° passo. Aprender a lidar com elas vem logo depois. Na minha opinião sabe o que é pior que a punição exagerada? Punição nenhuma. Ex: um sujeito mata outro em uma tentativa de assalto. Ao ser preso é julgado e condenado há pena máxima de reclusão. Devido as tecnicidades da legislação essa pena vai sendo abrandada e depois de uma década e meia o sujeito volta as ruas e comete outro latrocínio. Aí já são duas vidas tiradas pelo mesmo indivíduo. Acha exagero? Veja as estatísticas de reincidência em crimes contra vida e verá que estou sendo até brando. Se esse sujeito tivesse recebido o mesmo tratamento que deu a sua 1° vítima, seria impossível ele cometer um 2° crime.
        “Então você está dizendo que é a favor da pena de morte?”. Em crimes contra a vida, sim. Pois a vítima paga o preço mais caro de todos e nem fez nada de errado. Porque o criminoso deveria ser polpado? O problema mora no exagero. “Condenar a morte” quem é contra o Governo, quem furtou um carro, etc.

        Enfim, fico grato pela sua resposta e reforço a minha declaração anterior de que o admiro e mesmo discordando de alguém, sou capaz de reconhecer o quanto essa pessoa e suas ideias são inteligentes e/ou interessantes.
        Vida longa e próspera para todos nós. Menos para o GG, que está ficando muito mole!

        • GG

          Mas eu vou responder assim mesmo! 🙂

          Darth, porque você encara que cadastrar todo mundo que acessa a rede é uma penalização? É um cadastro, disponível para qualquer pessoa que queira. Que nem esses bancos novos onde você abre a conta virtualmente. Manda os documentos por foto, e ganha a conta.

          Quem baixa produtos licenciados (filmes series, jogos, programas) é que sentiria bastante, mas lembre-se que aquela pessoa está mesmo fazendo algo errado.

          Talvez seja mesmo o momento dessa idéia começar a ganhar um debate mais profundo.

          • Darth Paul Poor Traaais

            Apareceu a margarida! Pulando o carnaval, “benino”?

            Cara, posso carecer de maiores detalhes mas obrigar todos que usam a web a se cadastrarem é como obrigar a todos que andam na rua a se identificarem. Veja bem, eu sei, isso já acontece mas não existe a obrigatoriedade de registro civil para andar nas ruas. As leis continuam valendo; se você, com ou sem RG-CPF-CTPS-ETC, quiser andar nas ruas, irá poder. Se cometer um crime, será preso e por aí vai. Do mesmo jeito que se quiser arrumar um trabalho formal, provar quem você é etc, a falta desses documentos será um problema. Mas caso respeite as leis e não se importe em trabalhar no mercado informal, você pode muito bem andar pelas ruas sem ter nenhuma identificação. Ou estou errado?

            Tornar o registro obrigatório para “evitar o acesso de conteúdo inapropriado para sua faixa etária” e/ou “acabar com o anonimato que protege quem abusa dos recursos da web para cometer atos ilegais ou imorais” soa muito parecido com a divisão pré-crime do Minority Report. E isso não dá certo.
            De novo, impedir com que as pessoas dirijam não irá acabar com os acidentes de trânsito. Restringir o acesso as armas de fogo não fará com que as pessoas parem de se matar. A solução mais fácil geralmente não é a melhor solução.
            O que está faltando é as pessoas admitirem que são “pessoas” que causam os problemas. Elas são a fonte. Atacar as ferramentas é muito mais paliativo.
            Pelo menos essa é a minha visão…

          • GG

            Concordo em parte contigo. Por isso que eu digo que está na hora disso começar a ser debatido. O incômodo de ter que se registrar *me parece* ser um preço baixo a pagar pela internet ser usada de modo pacífico e responsável. No more compartilhamento de fotos de pedofilia, no more xingamentos preconceituosos, no more bullying contra professores e alunos, etc. Abro mão de não poder mais baixar Game of Thrones pra ter isso. 🙂

          • Darth Paul Poor Traaais

            Mas você abrir mão do SEU DIREITO em acho válido. O problema está em querer que TODOS ABRAM NÃO, querendo ou não.
            É tão difícil assim admitir que esse lado negativo é inerente a espécie humana? Que sim, existem pessoas ruins, covardes e mesquinhas? E que a eliminar esse tipo de coisa envolve eliminar parte daquilo que os torna humanos? É como já é feito com outras espécies. “Então, esse tipo de inseto/ave/mamífero que já vive aqui a centenas de anos está atrapalhando a vida das pessoas. Então ele está errado!”
            Complicado. Eu não acredito que “regular” a ferramenta irá funcionar. Nem regular as pessoas. O que pode ser um passo na direção certa e mudarmos/melhorarmos a nós mesmos. Assim será como quando o discípulo perguntou ao mestre:
            “Senhor, em vários momentos o senhor diz que devemos seguir o caminho da paz. Porém treinamos combate todos os dias. Porquê?”. O mestre então responde. “Porque é melhor ser um guerreiro em um jardim do que um jardineiro em uma guerra.”

          • GG

            Bom, fazendo uma comparação meio forçada, hoje a gente já faz isso, né? Tiramos o direito das pessoas de terem armas para que se possa baixar o número de assassinatos. Ou em um caso mais recente, proibimos o consumo de álcool nos estádios de futebol e imediações em dias de jogo para que a violência diminua. E tem funcionado, mesmo sob protesto.
            Boa essa frase do jardineiro, hein?

          • Darth Paul Poor Traaais

            Cara, infelizmente os exemplos que você menciona são ruins. O controle de armas não diminuiu a violência, a restrição de álcool na estádios também não parece ter reduzido os episódios de estupidez coletiva. Assim como leis mais rígidas contra quem agride as mulheres não reduziu a violência contra elas. Vê o padrão? Estão agindo em cima do efeito e não da causa. Quer acabar com as mortes por armas de fogo? Destrua quem mata. Quer acabar com os estupros e o preconceito? Faça quem pratica sofrer as consequências, de preferência na mesma maneira.
            Só que aí estaremos dando a vitória para conceitos como intolerância, radicalismo, etc. Insisto, as ferramentas não deveriam ser o foco. O usuário sim. Black Mirror exala essa ideia em cada episódio, onde são as atitudes das pessoas que fazem a diferença, não a tecnologia.

          • “Excelente interpretações de todos, com a irreverência e o questionamento saudável que só o povo dos Podcrastinadores consegue fazer com tanta competência.”

            Não precisa falar mais nada, já concordei! hahahaha

            Sobre a questão do “controle na web”, chegando depois, penso que se você quando nasce não é obrigado a ter uma certidão de nascimento, CPF… qual a diferença se online fosse igual? Qual o problema é ser identificável? Na “rua” e na internet devem ser aplicadas as mesmas normas, não? Ninguém sai pelado na rua, xingando…

            Não vejo como “controle” e sim deixar as leis da vida real mais perto da vida online.

          • Darth Paul Poor Traaais

            Discordo em um ponto: a internet não é a vida real, é somente um aspecto. Tentar aproximar o mundo virtual do real geralmente causa problemas, na melhor das hipóteses. De novo, insisto que o problema não está na ferramenta e sim nas pessoas.
            Ex: é fato que hoje em dia se a pessoa não é alfabetizada é praticamente inviável ela viver de uma maneira minimamente digna na sociedade moderna. Ainda assim a alfabetização é uma escolha, para os adultos, não uma obrigação. Você não é obrigado a completar seu ensino fundamental, médio e superior por mais que isso seja algo que irá lhe proporcionar muito mais oportunidades na vida.
            A coisa da “terra sem lei” realmente me parece algo muito perigoso, mas pior do que isso é um “admirável mundo novo” onde tudo e todos seguem regras que não entendem, apenas foram programados para aceitar.
            Impor esse controle exagerado da web pode causar mais danos do que todos os haters e seus comentários idiotas.
            De novo, não estou tentando mudar a opinião de ninguém, só estou expondo a minha. Em todos os casos mostrados nos episódios de Black Mirror a constante era sempre as pessoas e suas atitudes. Então se existe um questionamento que a série me propôs foi esse: onde está a fonte dos problemas? Na tecnologia? Ou nos humanos?
            Só para dar 1 exemplo: no episódio onde o cara é bloqueado após questionar a gravidez da companheira, tudo não passa de um caso de adultério onde a mulher tomou uma decisão errada. Pode tirar a tecnologia e ainda assim as escolhas feitas por todos os envolvidos culminariam nos erros e tragédias. Ao invés de tentar esconder, porque não revelar logo a questão? As consequências poderiam ter sido diferentes. Ah, mas aí não seria um episódio de Black Mirror, seria só mais um capítulo da Vida Real.

          • Concordo que o problema são as pessoas, mas discordo que a internet deva ser diferente da vida real. As ações devem ter consequencias independente do meio onde são tomadas.

            E esse seu episódio de Black Mirror sem o bloqueio ia ser chatão! AUhuahuAHUAHuAHu

          • Darth Paul Poor Traaais

            Pô cara, acho que me expressei mal. Não acho que a internet deva ser diferente da vida real. Eu disse que ela NÃO É A VIDA REAL, só um aspecto dela. Assim como filmes, livros, música, a TV, etc. Ela tem um poder enorme mas só quando utilizado por pessoas. Até porque eu não tenho informações de baratas lendo, ouvindo música, acessando o facebook, etc.
            As vezes fico achando que a galera incorpora o Pateta na paródia do “O Médico e o Monstro” – na animação “O Senhos Andante e o Senhor Volante” – onde o cara era um cidadão exemplar enquanto estava “a pé”. Bastava sentar na frente do volante e virava um maníaco. A culpa é do carro? Das leis de trânsito? Ou quando um filme diz que a realidade é uma simulação e dois estudantes resolvem “libertar” seus colegas dessa tirania, matando todo mundo, a culpa é do filme? Esse foi um exemplo de como a influência pode vir de outros meios e causar danos irreparáveis. Aí a solução é proibir/restringir que filmes com essa temática sejam feitos?
            A proposta de tornar a web “mais segura” restringindo o acesso é, ao meu ver, inócua. Veja os exemplos positivos: a pirataria musical era gigantesca, até que serviços de streaming com preços acessíveis foram introduzidos. Hoje, apesar de ainda ser comum ver gente baixando música sem pagar, o número de pessoas que adotou o meio lícito é considerável. O que aconteceu? As pessoas mudaram. Entendeu?

          • O problema é que a internet não é “a rua”. É um milhão de lugares diferentes. É uma boate, é um edifício empresarial, é a casa dos outros. E, como na vida normal, você muitas vezes precisa apresentar carteira de identidade para entrar num recinto. Não tem? Não entra.

            E, na internet, “não ter cadastro” não é o equivalente a “não ter RG” na vida real: é equivalente a andar de máscara na vida real. Você até pode fazer isso. Mas tenta entrar num banco pra você ver. Ou até numa padaria… Vai dar merda!!!

            O exemplo da carteira de motorista pra comprar carro não tem absolutamente nada a ver com nada. Não sei nem como rebater!! rs

          • Darth Paul Poor Traaais

            Caruso, se a internet é um monte de lugares, ela também pode ser a rua.
            E concordo quando diz que existem lugares onde não podemos entrar sem nos identificamos. Mas isso é diferente de não podermos andar na rua. As redes sociais já possuem mecanismos de controle e cadastro. Ineficazes, sim eu sei. A proposta está querendo condicionar TODO E QUALQUER ACESSO A INTERNET A UM CADASTRO. Isso é injusto e arbitrário, na minha opinião. E se você usa de radicalismo para combater os radicais “do mal” então desculpe, mas o radicalismo venceu. Se você reconhecer que “tentar usar uma faca no meio de um tiroteio” é meio contraproducente, então tá legal. Só reconheça que existem certas coisas no mundo que não da para resolver “no amor”. E aí a coisa vai ficando ainda mais triste e complicada…

  • Warley Silva

    Fala Galera. Mais um ótimo programa pra conta, não querendo ser hater, mas já sendo, a participação do Gaveta não contribuiu muito. A respeito do que o Caruso disse do episodio 5 “Men Against Fire” que ele não achou adequado o titulo, é porque é baseado em um livro com o mesmo nome https://uploads.disquscdn.com/images/f95db9375c03b534026a90d13357f0940d85669f0cd154670307baae53be89ef.jpg de 1947, que o autor General de Brigada Samuel Lyman Atwood Marshall, entrevista uma série de soldados que combateram na 2° Guerra mundial, e fala que entre 10 homens apenas 3 disparavam contra seus inigmigos.

  • Eder Ribeiro

    Ótimo Cast!!! Chamem mais o gaveta!!
    Só passei pra falar que na minha opinião, vocês NÃO entenderam o final do San Junipero (Sim. Estou de escrevendo isso de monoculos..kkk). Se repararem direito aquele carinha do fliperama fala uma mesma frase em dois momentos distintos do episódio: “você sabia que este jogo tem finais distintos pra quem está jogando sozinho ou em dupla”… entenderam aonde eu quero chegar??? Sendo esse carinha um NPC, assim como o barman e outros personagens imprescindíveis pra que a simulação funcione, não me surpreenderia se a garota que aparece no final fosse nada mais que um NPc outorgado pela simulação.
    Em resumo, o final pra mim é muito aberto … talvez por isso pra mim ele é o melhor da temporada! ABS!

    • Ah, tá, interessante! Mas não, você viajou.

      • AUhUAHuAHuaHAUh Tão simpático…
        Mas cara, não me liguei mesmo que aquilo ali poderia ser um final aberto do tipo, criaram um NPC pra ficar de parceira dela.
        Vou ter que ver de novo…

  • André Luiz

    Muito legal, em um próximo quem sabe poderiam chamar o Ivan do anticast, o pessoal de lá também faz programas sobre black mirror

    • GG

      Opa! Bom saber, André! Obrigado! 🙂

  • Ow Caruso, me responde aí, se possível, estou a procura de uma HQ que você indicou na Caverna do Caruso há um bom tempo (talvez ano retrasado), lembro que era uma HQ europeia, tinha poucas edições, mas não lembro exatamente quantas e era sobre espionagem, se não me engano. Lembro que você mencionou que essa HQ pertencia a uma escola de arte dos quadrinhos mais realista e você também louvou a narrativa visual dela, usando até uma sequência de quadros que se passavam na neve.
    Se puder me informar qual quadrinho é esse, ficarei muito grato.

    • É o XIII (treze) que saiu aqui em umas 8 edições (eu acho) pela Panini! É uma das minhas mais preferidas de todos os tempos. É difícil procurar porque ela não tem palavras chaves muito marcantes. Então se você colocar “Panini” junto talvez tenha mais sucesso! Outra dica pode ser procurar pelos autores: Jean Van Hamme e William Vance. Espero ter ajudado! Boa sorte!

      • Dica, tem um compiladão na FNAC.pt que é exclusivo deles com todas as edições. Muito show, só pagar a importação ou algém pra trazer. 😉

  • Pirralho

    Excelente Cast! Os convidados estavam ótimos.
    Porém, no episodio “shut up, and dance!” , do meu ponto vista as vitimas não são todas pedófilos (as). Inclusive é dito que a mulher que deixa o carro no estacionamento era CEO de uma grande empresa, e teve uma conversa por e-mails onde ela faz comentários racistas vazada pelos Hackers.
    Enfim, não quero me estender muito. Gostei muito das discussões levantadas pelo ultimo episodio da 3° temporada (Que poderia ser uma sequência/what if do filme Bee Movie, onde as abelhas param de produzir mel, e assim por consequência, o processo de polimerização, e os humanos teriam que construir as abelhas mecânicas da serie).
    Abraços!
    P.S: Faz muito tempo que eu vi a serie, então se eu estiver errado, me avisem!

    P.S. 2: FAÇAM UM EPISODIO SOBRE STAR WARS REBELS!

    • Star Wars Rebels: S2

      • Pirralho

        Aê Caruso! adoro o seu trabalho com o Agente Kallus! Quando comecei a ver Rebels, nem reconheci sua voz, de tão natural que ficou pra mim! (e olha que eu ouço o podcast a dois anos,e já te conhecia do MDM!)
        Aliás, o arco do Kallus tá muito bom nessa temporada. É bem legal ver ele ganhando mais espaço nessa temporada, e vai ser muito bom conferir você dublando.
        Abraços!

        • Kallus vem com tudo na final da S03!

          E sim, não eram todos pedófilos, mas os que morrem sim.

        • Caraca, cara! Acho que esse é o maior elogio que uma pessoa dublando poderia receber! Muito obrigado!
          Vou te dizer que é bastante difícil dublar o Kallus porque ele tem um jeito de falar completamente diferente do que eu estou acostumado, é mais pausado, frio e calculista. Tanto que o original tem um leve sotaque britânico! Por isso às vezes fica particularmente difícil dar intonações e “coloridos” na voz sem descaracterizar o personagem. Fico sempre com medo de estar soando robótico demais. Por isso, mais uma vez, agradeço imensamente o seu elogio, sinal de que eu devo estar fazendo alguma coisa certo!!

    • Manoel Ortega

      EXATO! Essa é a tristeza de ouvir podcast, não dá pra chacoalhar o Caruso… Não são todos pedófilos, a mulher fazia comentários racistas, o “cara do Game of Thrones” marcou encontro com garota de programa e por aí vai. Você passa o episódio inteiro acreditando que o moleque só foi flagrado na punhetinha, e é difícil não pensar “porra, eu deixaria essa merda vazar bem antes de ter que roubar um banco”, e é justamente quando revela que ele estava vendo fotos de crianças que rola o choque e o entendimento. Além dele, só o cara com quem ele lutou era pedófilo.

      Além disso, o episódio começa com ele sendo atencioso com uma menininha. Parece ser um bom rapaz apenas, quando quando você vê essa cena sabendo do final dá um ruim terrível.

      • Diogo Rodrigues

        Passando aqui só pra registrar que eu disse que não eram todos pedófilos, me defende aí Tibério… Rsrsrsrsrs

        • Manoel Ortega

          É sempre positivo ter alguém que prestou atenção comentando. hahaha

      • Thiago Cordeiro

        Cara, eu ainda não acho q o garoto tenha sido pedófilo, eu pelo menos cheguei no final do episódio com a clara impressão q ele estava “só na punhetinha” mesmo. Existem 2 pontos q eu vi q poderiam dizer o contrário, mas eu os analisei da seguinte forma:
        1-Na luta final, o outro cara pergunta algo do tipo “E qual era a idade deles” e ele não responde. Não vi isso como uma afirmativa, vi isso apenas como uma amostra da tensão e desespero dele por estar naquela situação não tendo feito nada realmente grave.
        2-A mãe no telefone falar q ele via pedofilia. Se vc reparar bem na fala dela, a mãe diz “disseram q eram crianças”, o que poderia ser simplesmente a trollada final dos “trolls” para deixar o garoto mais ferrado ainda.

        • Manoel Ortega

          Dificilmente. Os trolls não inventaram nada de ninguém, por que inventariam logo dele? E mais, foi como eu disse. Eu não curtiria ver minha punhetinha na internet, mas se alguém ameaçasse jogar na internet se eu não roubasse um banco ou matasse alguém, que joguem mil vezes… Difícil não pensar “porra moleque, deixa divulgarem”. Quando cai a ficha da pedofilia tudo faz mais sentido. Recomendo pegar o episódio agora, e assistir a primeira cena com o moleque, quando ele está trabalhando e a menina esquece a boneca. Aquela cena não está ali gratuitamente. Assista pensando que ele é um pedófilo e me diga como se sente.

          • Macarena:primo do Catena

            Olha a entrevista do ator no site GC, ele disse que era vídeos de child porn sim!.

          • Thiago Cordeiro

            Os trolls não inventaram nada de ninguém? Como vc sabe? O “universo” q vimos em relação a isso é bem pequeno… Pra mim ser troll seria exatamente isso, a zoeira pela zoeira, sem compromisso nem com a verdade.
            Com relação a ele não deixar logo divulgarem o video, realmente é estranho a princípio, mas ao longo do episódio vc percebe q qdo o negócio começa a ficar pesado ele pensa nisso, mas é ameaçado pelo cara q pega a prostituta.
            Na cena de início com a garotinha ele não me pareceu suspeito… Foi só pra dar uma humanizada no garoto, assim como as cenas dele “flertando” com a gerente da lanchonete.
            Eu já tinha feito isso de rever o episódio, e uma coisa q tb me fez pensar q ele não é pedófilo: na cena em q ele vai pro quarto pra se masturbar, ele começa entrando em um site de busca, bem tipo Google mesmo, aí ele digita uma ou duas palavras e logo vai pro 5 contra 1. Acredito eu q se fosse para relacionar à pedofilia, não seria tão fácil, em um site de busca qualquer.
            Mas sei lá, não sou dono da verdade, cada um teve sua percepção, eu realmente não tive esse feeling de q o garoto era pedófilo.

        • Macarena:primo do Catena

          Olha a entrevista do ator no site GC, ele disse que era vídeos de child porn sim!

  • Porra como assim vocês não entenderam o futuro onde tínhamos abelha robóticas e dizer que podia ser qualquer outra coisa pra matar? É uma referencia direta ao que Albert Einstein disse “Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais não haverá raça humana.”

    E o assassino se aproveitou dessa necessidade que a humanidade teve de polinizar de forma sintética pra matar as pessoas ué. O meio utilizado pode até trocar, mas ai deixa de ser black mirror e passa a ser qualquer outra coisa.

    • Legal, isso é falado no início, mas tipo, podiam ser moscas… hehehe
      Eu gostei da idea sim, mas fato é que ficou muito na cara e podia ser qualquer outra coisa. Não foi uma dica muito na cara?

      • Tibério, não fala mais comigo cara, queria que você aceitasse a abelha de boas, mas agora vou ser obrigado a subir uma hashtag aqui perai

        • Sabe que volta né? Acho que você não viu o episódio até o final.
          UAHUAHuAHUAH

  • Yuri R. Basilio

    O Caruso falando do Shut Up And Dance é tipo o Caruso falando dos filmes da Marvel, você sabe que ele tá errado, mas tem uma convicção que emociona

  • Macarena:primo do Catena

    Galera, o ator que faz o Kenny, o menino do episódio Shut up and Dance, disse numa entrevista ao GC que ele estava vendo child porn mesmo, foi ideia do diretor.

    Caso resolvido.

    Ah, o Logan morre no final!

  • Amalio Damas

    Excelente novamente o podcast! Pessoal, existe uma explicação da questão das abelhas, pois há uma pesquisa de que se as populações de abelhas diminuírem, e parece que estão diminuindo mesmo, teve até uma campanha entre empresas para poupar as abelhas pelo SIMPI de São Paulo, e isso causaria um desequilíbrio ecológico muito grave, então essa foi a explicação para as abelhas, quiseram dar um fundo ecológico para o episódio das abelhas.

  • Alan Michael Scott

    No episódio “Trollando os pedofilos”, vi muita gente tentando explicar o por que de não serem todos pedófilos, mesmo a série sendo sutil e muitas vezes aberta a várias interpretações, pra mim é nítido que todos cometeram esses atos, mesmo os que não são explicitados e essa “ligação” entre os criminosos é o que torna o episódio genial.
    Dá pra sentir que o garoto foi pego por algo muito errado apenas com a atuação dele, pois ninguém fica tão tenso como ele ficou só por se masturbar para pornografia.
    Cheguei até a pensar que as pessoas não querem que isso seja verdade pois é muito ruim se sentir traído por ter torcido para esse tipo de criminoso… Um comportamento que acho bem perigoso…

    • Faz sentido… só que depois eu fiquei com a sensação que os pedófilos foram só os que sofreram a punição maior no fim. Sei lá, acho que tenho que ver de novo.

  • JJota

    Muito bom os dois episódios sobre Black Mirror. Agora, eu acho que muito do que foi criticado em alguns episódios é porque – e isso, claro, pode ser uma tremenda viagem da minha parte – há a intenção dos criadores de fazer com que a platéia termine sendo mesmo que “refletida” pela trama (e aí entra não só os efeitos da trama, como também edição, iluminação, etc.).

    Por exemplo, no episódio piloto (que eu considero ótimo), se reclamou muito da bizarrice. Mas ficamos até o fim do episódio, mesmo assim, pra saber se, no fim das contas, o Primeiro Ministro vai ou não vai “fazer amor” com a porca. Depois ficamos chocados e tal… exatamente como as pessoas da série, que riem, enchem pubs, param o trabalho e tudo, mas quando finalmente começa a transmissão ficam transtornadas, enojadas, penalizadas com a situação…

    No episódio Quinze Milhões de Méritos, criticaram a edição, mas ela ajuda a passar o tédio que é a vida daqueles “pedaladores”, o que, de certa forma, ajuda o espectador a entender porque estes apostam alto e topam tudo pra fugir daquela vida entediante.