Podcrastinadores.S02E24 – Realismo Espacial

Interestelar é o novo filme do Christopher Nolan, que se propõe a ser bastante realista sobre os mistérios do universo. Mas será que isso é mesmo verdade, ou historinha de Hollywood? Para saber a resposta, vimos o filme com o astrônomo Alexandre Cherman, que conta pra gente neste episódio tudo o que é realmente possível e o que não é, neste e em outros filmes de ficção que também tiram onda de realistas, como 2001, Gravidade, etc.

Entenda como funcionam os buracos negros, os buracos de minhoca, os efeitos da gravidade nos corpos celestes, e tente entender alguma coisa sobre a quinta dimensão. 🙂

Mas antes, veja esta importante explicação do Carl Sagan sobre esta dimensão (que no vídeo é dita como a quarta, porque ele não levou em consideração a dimensão tempo. Mas trata-se da mesma abordada no filme, que chamou de quinta dimensão):

[su_youtube url=”https://www.youtube.com/watch?v=N0WjV6MmCyM”]

Com Gustavo Guimarães, Helvécio Parente, Rodrigo Montaleão, Tibério Velasquez e o astrônomo Alexandre Cherman.

Participe você também escrevendo pra gente: [email protected]

Queremos saber quem é você que nos ouve: vá em facebook.com/podcrastinadores e mande seu Like lá.

  • Para complementar o podcast, segue o link do quadrinho lançado pelo próprio Nolan contanto uma parte da história não mostrada no filme: http://www.wired.com/2014/11/absolute-zero
    Confiram!

  • Pingback: Podcrastinadores.S03E01 - Os Melhores Filmes de 2014 - Abacaxi Voador()

  • Pingback: Top 10 Ficção Científica Ultra Realista - Abacaxi Voador()

  • Pingback: Podcrastinadores.S03E11 - O que você entendeu destes filmes? - Abacaxi Voador()

  • Thiago Cordeiro

    Somente agora pude ver o filme, portanto aí vai os meus 2 centavos (com SPOILERS!):
    -Li em alguns comentários, mas não encontrei a fonte original, que a hipótese levantada pelo Cherman que a onda no planeta de água seria realmente uma montanha formada pela gravidade do buraco negro seria a ideia certa. Nesse caso as tais “ondas seguintes” seriam de fato a mesma onda (ou montanha) após uma rotação completa do planeta (que teria uma rotação muito rápida, talvez?). Não sei se isso procede e quanto de “base científica” essa explicação tem.
    -Sobre os seres do futuro terem construído wormholes perto de Saturno ao invés de algum lugar mais perto da Terra, talvez a questão seja q eles não possam construir em qq lugar, apenas em locais no Universo com condições específicas e propícias. Inclusive observando o que o próprio Cherman comentou que o wormhole deve ser constituído de 2 buracos negros, se pensarmos que alí por perto tem exatamente um… buraco negro! Passa até a fazer um pouco de sentido.
    -A mesma linha de raciocínio vale para a construção da “interface” do hipercubo no quarto da garota ao invés da Nasa, por exemplo. Se bem q, nesse caso, acredito q o motivo cai mais na temática do “amor é a única coisa que atravessa o tempo” que o Nolan queria abordar. Não q eu concorde com essa(s) solução(ões) de roteiro, q fique bem claro 😉
    -Em algum momento do podcast é dito q a linha do tempo do “Exterminador do Futuro” é uma só. Isso considerando apenas o primeiro filme pois no segundo, “teoricamente”, o dia do julgamento foi evitado, mudando a linha do tempo (teoria dos muitos mundos).
    -Quando, em Interestelar, é dito que “eles” são os humanos do futuro, quem diz isso é o próprio Cooper em uma “epifania” ao entrar no buraco negro. Isso não quer dizer q, de fato, seja essa a real identidade deles.
    -No caso da mensagem “Fique” que o Cooper manda para o passado (que segundo o Cherman não faria sentido), acredito q a questão era mostrar a instabilidade psicológica inicial do Cooper naquele momento, afinal é a primeira mensagem q ele consegue mandar assim q chega no hipercubo. Naquele momento ele ainda não está pensando direito e faz isso mais por impulso do q qq outra coisa e ele não sabe muito bem como as coisas funcionam e se ele tem muito tempo alí. Apesar de ser uma mensagem idiota “temporalmente falando”, acredito q, nesse caso, é perdoável. Mas realmente ter avisado q é o pai dela falando do futuro faria muito mais sentido 😉
    -O ponto central, que o Cherman chama de “Paradoxo do suspensório”, onde ele diz que a informação fica em um loop sem ter um ponto externo de onde teria vindo a informação. Apesar de eu concordar que esse paradoxo existe em diversos filmes sobre viagem do tempo (talvez o mais emblemático seja o relógio do “Em algum lugar do passado”), no caso específico de Interestelar, não vi a existência desse paradoxo, pois a informação vem sim de uma fonte externa, que no caso dos dados no código morse no ponteiro, por exemplo, teriam vindo das informações compiladas pelo Tars (ou do Case, não lembro agora). O paradoxo existiria se ele tivesse obtido essa informação, no futuro (dentro do tesseract) através das visões dele no passado, oq não foi o caso.

    De resto, concordo plenamente com os furos do filme, principalmente no terço final, apesar de ter me divertido.

  • Pingback: Podcrastinadores.S03E23 - Filmes sobre Marte - Abacaxi Voador()